A população de Teresina está sofrendo
bastante com as condições do sistema viário da cidade. Em toda a capital os
passageiros lamentam a redução da frota de veículos da rede de transporte
urbano local. A impressão de que numero de ônibus foi reduzido é bastante
notável, pois os pontos de embarque estão cada vez mais cheios e as pessoas
passam mais tempo esperando a condução. “O que já era ruim, agora ficou bem
pior. Os ônibus já vinham lotados quando tinham muitos, agora que diminuíram,
ninguém consegue andar confortável, sem falar do desconforto de passar horas e
horas na para de ônibus”. Informou Paulo Afonso de Souza, que usa o transporte
público todos os dias para trabalhar.
Tumulto a cada ônibus que chega
Nas universidades públicas da capital
a situação não é diferente. Antes as paradas de ônibus da Universidade Federal
do Piauí já ficavam sempre cheias no fim da manhã e no fim da tarde, agora a
demanda por ônibus parece ter triplicado. A estudante do curso de historia da
UFPI reclama da situação: “Todos os dias já era bem complicado vir pra
universidade e principalmente voltar pra casa, e agora ficou bem mais difícil,
é uma batalha pegar o ônibus pra voltar pra casa”.
Estudantes na volta pra casa
O prefeito Firmino Filho já garantiu
que não haverá aumento no preço da passagem de ônibus enquanto não houver a
licitação do sistema de transporte da capital e que construiria os terminais
rodoviários e implantaria novas linhas. Isso realmente representaria uma grande
melhoria na qualidade de vida da população teresinense. O que ninguém esperava
era que a frota de ônibus fosse diminuir, causando transtorno a todos que dependem
desse serviço básico para viver. O estudante de geografia da UFPI, Antônio Luís
diz que já perdeu aula por causa dessa situação: “agente sofre com um
transporte precário, paga caro por um péssimo trabalho prestado e ainda tem que
conviver com o constante aumento de passagem porque os empresários, motoristas
e cobradores estão sempre querendo ganhar mais e aí entram em greve”. Sem ter o
que fazer, só resta à população esperar pelo que vem pela frente.
Por: Juninho Silva

